Pulando a Cerca

Mario Ulbrich



Um dia a medonha me encontra
descansando na negra noite
ou na faina, à luz do dia.
E antes que ela me abrace,
me segure, me enlace,
figura maligna e fingida
convidando-me a ir embora,
dizendo chegada minha hora,
não por medo ou covardia
mas por nojo da criatura,
sem qualquer alternativa
em uma última instância
pulo eu mesmo a cerca da vida.

 

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