
Na Aridez, o deserto é uma infecção contagiosa, espalhando esterilidade pela terra. Mesmo as árvores sagradas, bastiões de fertilidade, não são capazes de evitar para sempre o fim das vilas sertânias. Mas três destinos começam a se entrelaçar, carregando as sementes da transformação:
Aziza, uma Criança Sagrada, rompe com o papel que lhe foi imposto para viver sua identidade feminina e parte em busca dos conhecimentos que acredita poderem salvar seu povo.
Azura, sua irmã gêmea, guiada por uma visão, mergulha nas memórias da terra e descobre que algumas certezas só permanecem de pé depois de serem questionadas.
E Aruê, herdeiro do legado da avó benzedeira, que recebe um chamado dos espíritos ancestrais — e está disposto a tudo para cumpri-lo.
Entre os mistérios dos encantados e uma magia que cobra seu preço em vida, eles enfrentarão a origem da ruína que devora seu chão. Porque na Aridez, salvar o mundo exige florescimento, mesmo que regado a sacrifício.
Misturando lirismo, espiritualidade afrobrasileira e a mística viva do sertão, Sementes Áridas é uma fantasia nordestina sobre identidade, pertencimento, destino e a coragem de renascer mesmo quando tudo parece perdido.
Nascido e criado na Zona da Mata de Pernambuco, Rômulo Moraes vive em Recife. Apaixonado por histórias de fantasia desde a infância, encontrou na literatura brasileira contemporânea a poesia que hoje inspira sua escrita. Sementes Áridas é seu romance de estreia, profundamente enraizado no chão que o formou e na convicção de que o Nordeste — assim como o Brasil inteiro — possui magia suficiente para gerar fantasias com identidade própria, capazes de refletir do regional ao universal.